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Situação caótica dos pacientes vítimas de câncer Belém do Pará

Ao Exmo. Presidente da República Federativa do Brasil
Senhor Luiz Inácio Lula da Silva

Senhor Presidente, Venho por meio desta, relatar a V. Ex.ª a situação caótica dos pacientes vítimas de câncer do Hospital Ofir Loyola, em Belém, capital do Pará. Este hospital é tido como uma referência no tratamento do câncer e atende pessoas de todas as idades e de diversos municípios do interior do Pará, além da capital.

Contudo, atualmente este hospital está passando por uma grave crise em relação aos atendimentos dos pacientes. Alguns equipamentos que serviriam para realizar cirurgias ou fazer exames encontram-se danificados, prejudicando o tratamento dos doentes e complicando ainda mais suas saúdes. Várias pessoas já morreram, em virtude de não terem feito cirurgias necessárias para controlar o avanço da doença. Entre essas pessoas morreu no último dia 30 de julho de 2009, a jovem Adriana Bitencourt Viégas, de apenas 23 anos, uma moça da cidade de Abaetetuba.

Visitei Adriana no dia 17 de julho de 2009 quando sua mãe relatou-me todo o drama que sua filha estava sofrendo, Adriana morreu esperando a cirurgia que seria feita com um aparelho chamado VIDEOLAPAROSCOPIA (o aparelho estava e continua quebrado), outros ainda podem morrer vítima desta situação. Adriana foi minha aluna em 2003 no Ensino Médio, lá nos tornamos grande amigos, depois de formada trabalhou como cozinheira em um restaurante para custear as despesas do curso de Teologia que ela cursava em uma faculdade particular no município de Abaetetuba. Este ano Adriana havia sido chamada para o cargo de merendeira na rede de educação do estado e tinha começado a trabalhar em fevereiro. Era uma moça alegre e tinha muitos sonhos.

Com relação à situação do Hospital Ofir Loyola o jornal O Liberal divulgou uma reportagem no dia 26 de abril de 2009, onde denunciava a falta de remédios para tratamentos como: leucemia e câncer de mama, além do tratamento de quimioterapia. Também foi informado pelo jornal que o serviço de radioterapia estava parado e o setor de medicina nuclear não poderia oferecer ainda o serviço por falta de medicamentos. Os exames de mielograma que avaliam a condição do paciente de leucemia estavam suspensos e os pacientes não tinham informações sobre o estágio da doença. Contudo, os órgãos governamentais não tomaram nenhuma providência e, cinco meses, depois o pesadelo dos pacientes do Ofir Loyola permanece.

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